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Leonardo Dias denuncia possível greve na Saúde: “infelizmente, não me surpreende”
Durante a Sessão Ordinária da Câmara de Maceió (CMM), nesta terça-feira (5), o vereador Leonardo Dias (PL) repercutiu a possível greve de profissionais da saúde em dois hospitais que atendem a rede pública, que pode agravar ainda mais a situação do atendimento na capital. A paralisação, prevista para a próxima segunda-feira (11), seria motivada por salários atrasados e condições precárias de trabalho.
Segundo Leonardo, a informação envolve o Hospital Médico Cirúrgico e o Hospital e Maternidade Santo Antônio. “Uma notícia que li agora há pouco trata sobre dois hospitais de Maceió que entrarão em greve por salários atrasados e más condições. Isso me preocupa muito, porque temos a situação do Hospital Veredas, que se arrasta há muito tempo com grande dificuldade financeira e problemas de funcionamento”, disse.
De acordo com relatos, auxiliares e técnicos de enfermagem dessas unidades estariam há quase três meses sem receber salários, além de não terem acesso ao complemento do piso da categoria. “Os profissionais enfrentam condições precárias de trabalho. Há relatos de sobrecarga e falta de estrutura, com trabalhadores descansando no chão durante plantões noturnos”, afirmou.
Dias também citou denúncias recorrentes sobre o funcionamento, especialmente no Hospital Médico Cirúrgico. “Tenho diversos relatos nas minhas redes sociais sobre falta de infraestrutura, pacientes em macas por longos períodos, sem visita médica e sem insumos. Recebi, inclusive, imagens de alimentação oferecida a pacientes em condições vergonhosas. Infelizmente, esta situação não me surpreende”, declarou.
O vereador informou que vai solicitar esclarecimentos à Secretaria Municipal de Saúde (SMS) para verificar se os possíveis atrasos salariais têm relação com repasses do Município. Ele defendeu que medidas urgentes sejam tomadas para evitar a paralisação. “Peço que o Município, caso haja tais atrasos, providencie o pagamento para evitar essa greve, que pode afetar ainda mais as UPAs, que já vivem um caos”, completou.